- Taxas de juro -
"Temos de nos convencer de que será impossível ter taxas de juro como as que foram practicadas até aqui, no crédito à habitação, no consumo, no investimento, etc.."
Já me tenho questionado porquê, sem perceber o motivo por detrás desta afirmação. Muito provávelmente por falta de conhecimento teórico (ou de causa). No entanto julgo saber que o sub-prime (lembram-se?) consistia, entre outras coisas, em bundles de dívida securitizada e cujo nível de risco tinha sido mal determinado porque não estava ligado ao risco efectivo de incumprimento e também devido a um truque de re-distribuíçao assimétrica de risco, tendo-se podido emprestar dinheiro a pessoas que doutra forma não teriam acesso ao crédito à habitação, por exemplo, e que graças a este sistema sub-prime puderam contrair empréstimos quando doutra forma tal não lhes seria oferecido.
Ora se demasiadas famílias entraram em incumprimento e o sistema já não é viável, isso não quer dizer que há menos pessoas em condições de contrair empréstimos, menos procura para a o mesmo dinheiro, logo dinheiro a preços inferiores? É o que dá pôr-me a pensar como um economista.
- Energias Renováveis -
Quando o petróleo se encontrava a US $147, a China crescia quase consistentements a mais de 10%, a Índia apenas ligeiramente menos, as expectatívas eram optimissíssimas e já se dizia que os preços do petróleo eram altamente especulativos.
Também se dizia que o petróleo não era viável enquanto solução energética e que era preciso encontrar alternativas menos poluentes, porque o mundo poderia rebentar, e já agora menos dispendiosas porque havia de haver soluções mais eficientes. Fez-se um esforço de investimento no sentído de procurar fontes alternatívas de energia e muitos dos investimentos estão ainda em curso (como o nosso cluster de energias renováveis). Outros abandonados porque o petróleo ficou mais barato e curiosamente, o mundo menos sensível às questões ambientais.
Ora, será que agora acreditamos que o petróleo vai voltar aos valores próximos dos de há um ano?
Pessoalmente não acredito muito que isso possa acontecer nos próximos 5 anos. Porque quando a confiança se restabelecer e o crescimento galopante voltar e a "especulação" empolar os preços do petróleo vamos todos ter uma espécie de flash-back que nos aterroriza e nos lembra que os mais cautelosos entram e saem das crises menos maculados do que os mais audazes.
É irrelevante este àparte. O importante é que: acreditar ou não que o petróleo voltará a valores absurdos é acreditar que há investimentos que se julgou viáveis e que o podem ser ou não. E como o nosso cluster de energias alternatívas é crítico para gerar exportações e vai depender desses investimentos, essa é a pergunta que todos nos devemos fazer. (Gostava de poder explicar agora como acho as exportações importantes para Portugal. Mas não tenho palavras.)
Não porque as respostas sejam imprescíndiveis. Vamos ter de tomar decisões antes de ter certezas. Mas porque são as questões que nos apróximam de nós mesmos. Que nos fazem pensar naquilo que somos e saber se a nossa estratégia é a estratégia que queremos ter.
É que decidir o nosso futuro, exclusivamente com base em resultados anteriores é como conduzir a olhar para o espelho retróvisor. Não se vê nada do que está a nossa frente. Nem por onde estamos a ir.
cara menghindari hipnotis dan gendam
Há 12 anos

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