terça-feira, 31 de março de 2009

Piada de economistas.

TOP 10 REASONS TO STUDY ECONOMICS
1. Economists are armed and dangerous: "Watch out for our invisible hands."
2. Economists can supply it on demand.
3. You can talk about money without every having to make any.
4. You get to say "trickle down" with a straight face.
5. Mick Jagger and Arnold Schwarzenegger both studied economics and look how they turned out.
6. When you are in the unemployment line, at least you will know why you are there.
7. If you rearrange the letters in "ECONOMICS", you get "COMIC NOSE".
8. Although ethics teaches that virtue is its own reward, in economics we get taught that reward is its own virtue.
9. When you get drunk, you can tell everyone that you are just researching the law of diminishing marginal utility.
10. When you call 1-900-LUV-ECON and get Kandi Keynes, you will have something to talk about.

terça-feira, 24 de março de 2009

emaranhado de coisas avulsas

"Maddof enfrenta pena de prisão perpétua."

O acompanhamento de casos mediáticos, como o julgamento de Madoff não se devem à nossa preocupação com a saúde do nosso sistema judicial, interesse pela rectidão moral da sociedade e sanidade mental da magistratura... Deve-se à curiosidade mórbida e ao subtil desejo de vingança que nos impele a pensar ou desabafar: bem feito!, quando recebemos a notícia de que algum malvado recebeu o castigo que merecia.

No mundo civilizado em que vivemos não há cão nem gato que não diga respeitar e confiar profundamente na justiça, instituíção fundamental para que exista Estado de Direito. Pessoalmente acredito que o respeito pela justiça que muitos anunciam por aí, deve-se mais à sua propriedade de coercibilidade do que ao puro respeito pelo direito de outrem. Mas se se confía tanto na justiça porque estamos sempre a escrutiná-la?

Acontece que o mundo já viu muitos malvados.

André Jordan veio hoje lembrar no Jornal de Negócios que "o espectacular caso Madoff (...) já conteceu antes." No caso: Robert Vesco que assumiu o controlo da gestão de uns hedge funds e fugiu com dinheiro que tinha sido investido por clientes. Roberto Vesco fugiu para a Costa Rica e depois para Cuba, onde morreu em liberdade (só não podia saír de Cuba) há um ano atrás.

Para mim há duas diferenças fundamentais entre Madoff e Robert Vesco:
A 1ª. - Robert Vesco morreu em Cuba, Madoff poderá morrer na prisão.
A 2ª. - Madoff causou muito mais prejuízo e displicentemente geriu a sua burla debaixo do nariz das autoridades dos EUA, durante décadas.

Bernard Madoff é considerado culpado dum velho crime que já ninguém devia poder cometer. O esquema Dona Branca é um truque tão velho que ninguém imaginou plausível dadas as proporções que tomou e os clientes particulares e públicos que tinha, dada a sofisticação do meio em que se movia, da elevação técnica dos instrumentos que se suponha utilizar, da ética e estatura de um homem que já tinha sido presidente da SEC, de alguém acima de qualquer suspeita.

Madoff é um desses homens com um talento especial para conquistar a nossa confiança. Alguém a quem gostaríamos de confiar parte do nosso destino. Um homem cujo limite da competência parece não conhecer desafios à altura, para num golpe de face se perceber que a competência não é o único factor escasso necessário para se confiar em alguém.

A história tende a repetir-se. Toda a gente sabe isso e se olharmos para o passado recente podemos voltar a constatá-lo. O problema é que pessoas comuns, como eu ou tu, não sabem que partes da história se vão repetir nem quando. Na verdade, a história pode não nos ajudar muito a prever factos ou acontecimentos isolados. É uma ciência retroactiva. Conhecer a história é conhecer exemplos o que nos pode dar, ou não, condições para ver relações de causa e efeito na nossa realidade e no nosso tempo. No entantao a história diz-nos, básicamente, que o ser humano tem mais dificuldade em aprender com os erros do que costumamos supôr.


Ora se nós não estamos a ficar muito mais espertos à medida que a experiência se acumula e se homens como Madoff tendem a aparecer de vez em quando, porque estaremos tão interessados em seguir o julgamento do sujeito? Sabemos que ele pode apodrecer na prisão mas parece que queremos ignorar o facto de que muito antes de ele morrer, já nós teremos esquecido que ele existiu e provavelmente não muito depois de ele morrer teremos esquecido aquilo que ele pôde fazer.

Se nós não aprendemos muito com a experiência então não será que alguns de nós estão condenados a cometer os mesmos erros que podiam ser evitados? Mais, aqueles de nós que estão condenados a cometer este erro daqui a muitos anos, provavelmente está-lo-ão a cometer pela primeira vez. O que nos dará direito a comparecer no triste circo mediático na condição de desgraçado que acabou de perder a sua reforma.

A forma como olhamos os acontecimentos é assustadoramente desprovida de perspectiva. Legislar e regular, como, quando e até onde, devia ser debate público neste momento. O mesmo erro estúpido pode acontecer uma e outra vez. Se não se melhorar o sistema o nosso futuro passa por mais uma Dona Branca, um Madoff, um Robert Vesco. Erro. Passa por outro, mas igual.

O jornalistas são os escribas da sociedade. Então porque dão tanta importância a acontecimentos avulsos e inconsequentes? Porque nós pensamos de forma avulsa e inconsequente!

A justiça nas sociedades civilizadas substitui o julgamento popular. o julgamento da história é insubstituível e julga de forma igual sociedades civilizadas ou não. Esse julgamento está bom de ver: o ser humano, não fica muito mais esperto!

The human animal, doesn't really get a lot smarter - Warren E. Buffet.

terça-feira, 17 de março de 2009

Perguntas à crise:

- Taxas de juro -

"Temos de nos convencer de que será impossível ter taxas de juro como as que foram practicadas até aqui, no crédito à habitação, no consumo, no investimento, etc.."

Já me tenho questionado porquê, sem perceber o motivo por detrás desta afirmação. Muito provávelmente por falta de conhecimento teórico (ou de causa). No entanto julgo saber que o sub-prime (lembram-se?) consistia, entre outras coisas, em bundles de dívida securitizada e cujo nível de risco tinha sido mal determinado porque não estava ligado ao risco efectivo de incumprimento e também devido a um truque de re-distribuíçao assimétrica de risco, tendo-se podido emprestar dinheiro a pessoas que doutra forma não teriam acesso ao crédito à habitação, por exemplo, e que graças a este sistema sub-prime puderam contrair empréstimos quando doutra forma tal não lhes seria oferecido.

Ora se demasiadas famílias entraram em incumprimento e o sistema já não é viável, isso não quer dizer que há menos pessoas em condições de contrair empréstimos, menos procura para a o mesmo dinheiro, logo dinheiro a preços inferiores? É o que dá pôr-me a pensar como um economista.


- Energias Renováveis -

Quando o petróleo se encontrava a US $147, a China crescia quase consistentements a mais de 10%, a Índia apenas ligeiramente menos, as expectatívas eram optimissíssimas e já se dizia que os preços do petróleo eram altamente especulativos.

Também se dizia que o petróleo não era viável enquanto solução energética e que era preciso encontrar alternativas menos poluentes, porque o mundo poderia rebentar, e já agora menos dispendiosas porque havia de haver soluções mais eficientes. Fez-se um esforço de investimento no sentído de procurar fontes alternatívas de energia e muitos dos investimentos estão ainda em curso (como o nosso cluster de energias renováveis). Outros abandonados porque o petróleo ficou mais barato e curiosamente, o mundo menos sensível às questões ambientais.

Ora, será que agora acreditamos que o petróleo vai voltar aos valores próximos dos de há um ano?
Pessoalmente não acredito muito que isso possa acontecer nos próximos 5 anos. Porque quando a confiança se restabelecer e o crescimento galopante voltar e a "especulação" empolar os preços do petróleo vamos todos ter uma espécie de flash-back que nos aterroriza e nos lembra que os mais cautelosos entram e saem das crises menos maculados do que os mais audazes.

É irrelevante este àparte. O importante é que: acreditar ou não que o petróleo voltará a valores absurdos é acreditar que há investimentos que se julgou viáveis e que o podem ser ou não. E como o nosso cluster de energias alternatívas é crítico para gerar exportações e vai depender desses investimentos, essa é a pergunta que todos nos devemos fazer. (Gostava de poder explicar agora como acho as exportações importantes para Portugal. Mas não tenho palavras.)

Não porque as respostas sejam imprescíndiveis. Vamos ter de tomar decisões antes de ter certezas. Mas porque são as questões que nos apróximam de nós mesmos. Que nos fazem pensar naquilo que somos e saber se a nossa estratégia é a estratégia que queremos ter.

É que decidir o nosso futuro, exclusivamente com base em resultados anteriores é como conduzir a olhar para o espelho retróvisor. Não se vê nada do que está a nossa frente. Nem por onde estamos a ir.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Rolling Stones - Sympathy for the devil

http://www.youtube.com/watch?v=iL_RbCGxqsc&feature=related


Please allow me to introduce myself
Im a man of wealth and taste
Ive been around for a long, long year
Stole many a mans soul and faith
And I was round when jesus christ
Had his moment of doubt and pain
Made damn sure that pilate
Washed his hands and sealed his fate

Pleased to meet you
Hope you guess my name
But whats puzzling you
Is the nature of my game

I stuck around st. petersburg
When I saw it was a time for a change
Killed the czar and his ministers
Anastasia screamed in vain
I rode a tank
Held a generals rank
When the blitzkrieg raged
And the bodies stank

Pleased to meet you
Hope you guess my name, oh yeah
Ah, whats puzzling you
Is the nature of my game, oh yeah

I watched with glee
While your kings and queens
Fought for ten decades
For the gods they made
I shouted out,
Who killed the kennedys?
When after all
It was you and me

Let me please introduce myself
Im a man of wealth and taste
And I laid traps for troubadours
Who get killed before they reached bombay

Pleased to meet you
Hope you guessed my name, oh yeah
But whats puzzling you
Is the nature of my game, oh yeah, get down, baby
Pleased to meet you
Hope you guessed my name, oh yeah
But whats confusing you
Is just the nature of my game

Just as every cop is a criminal
And all the sinners saints
As heads is tails
Just call me lucifer
cause Im in need of some restraint

So if you meet me
Have some courtesy
Have some sympathy, and some taste
Use all your well-learned politesse
Or Ill lay your soul to waste, um yeah

Pleased to meet you
Hope you guessed my name, um yeah
But whats puzzling you
Is the nature of my game, um mean it, get down

Woo, who
Oh yeah, get on down
Oh yeah
Oh yeah!

Tell me baby, whats my name
Tell me honey, can ya guess my name
Tell me baby, whats my name
I tell you one time, youre to blame

Ooo, who
Ooo, who
Ooo, who
Ooo, who, who
Ooo, who, who
Ooo, who, who
Ooo, who, who
Oh, yeah.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Portugal - Castiça política.

Portugal tem um défice democrático.


Não me refiro à política local, amiga do compadrio, da corrupção, do populismo, do desgoverno. Também não me refiro à forma como se acede ao poder. Através de partidos que distribuem o poder oligarquicamente entre os que escolheram investir o seu tempo em partidos e juventudes partidárias. É um sistema. Não é perfeito. Não conhecemos melhor. Tem funcionado noutras partes do mundo.

Refiro-me à falta de discussão política, de ideias e de projectos fundamentais para a simples manutenção de um Estado com tradição democrática, democracia estável, madura e confiável.

Pois é, a democracia é um animal que se alimenta de discussão e de ideias, de participação política e cívica, de movimento, mudança e renovação social.


A seguinte citação fez-me questionar-me sobre a saúde da nossa democracia:

"The death of democracy is not likely to be an assassination from ambush. It will be a slow extinction from apathy, indifference and undernourishment" - Robert Maynard Hutchings - Presidente da Universidade de Chicago.

É fácil reparar que por cá, não tem havido discussão política acerca de assuntos que não sejam lançados pelo Governo. O último: casamento entre homossexuais - e o anterior - liberalização do aborto; foram ambos lançados e defendidos pelo Governo.
Que outros assuntos têem sido discutidos em Portugal? Caso Freeport, Caso independente e (muito) pouco mais. Na maior parte dos casos discutem-se episódios como: se o Primeiro Ministro vai a uma reunião europeia ou fica em Portugal a fazer pré-campanha.

Dá a ideia que Sócrates nos atira com umas propostas fracturantes para nós roermos enquanto ele lida com a realpolitik, mal necessário e que o povo, ignorante e sereno, não deve tentar compreender. Dá a ideia de que a oposição não sabe, não pode porque não sabe ou não quer fazer melhor.


Uma vez que a maior parte das questões que são levantadas ao Governo, no Parlamento, são-no pelo Bloco de Esquerda, essas questões passam também um pouco ao lado da maioria dos portugueses que não se revêem particularmente (embora cada vez mais) nas propostas deste.

Isto é mais fácil de verificar se olharmos para os discursos de retaliação que Sócrates dedica a Louçã e a referência que faz a Manuela Ferreira, parece que por cortesia, durante o Congresso do PS. É curioso notar como o princípal partido da oposição não faz oposição, não procura alternativas, não ameaça, não inova nas propostas nem na oposição.


As críticas de Manuela Ferreira Leite são as mesmas há já alguns meses mas ela parece paralisada pelo medo da demagogia e do populismo. Não desenvolveu um estratégia alternativa que faça Socrates correr "the extra mile". É que o papel da oposição não é substituír o Governo em funções ao fim dos 4 ou dos 8 anos do(s) mandato(s). O papel da oposição, é exigir mais e melhor, se não for através dum plano alternativo, que seja através da discussão, do desafio, do causar desconforto e medo dum julgamento implacável se as políticas falharem ou forem inócuas na sua concepção.

Manuela Ferreira Leite e o PSD não fazem nada disso. Eles são contra os investimentos na alta-velocidade e no aeroporto, Assim como foram contra a realização do Euro2004, que nos deixou cheios de estádios novos e a mesma pobreza, embora ninguém se arrependa do Euro2004.

O problema é que não vemos um plano alternativo. Uma vez que não se investe nesse aeroporto e nessa alta-velocidade, como podemos fazer esse dinheiro chegar às PME's a taxas de juro comparáveis às que o Estado tem? Pelo menos para isso podiam esboçar uma resposta...

Em relação à politica orçamental e a despesa na Alta-velocidade e OTA, a líder da oposição já disse: "A história vai-me dar razão!" Só se esquece que a história ignora, sobranceira, as pessoas irrelevantes.

Portugal tem uma política muito futebolística e muitas vezes vejo pessoas a defender partidos como se esses partidos fossem o seu clube de futebol mesmo que esses partidos nunca lhes tenham dado nada, e que não saibam muito bem o que têm feito. É-se de direita porque se é religioso ou porque se gosta(va) de ser de boas famílias. Ou por causa do Sá Carneiro e porque não se gosta do Soares.
É-se de esquerda por causa do Salazar e da PIDE. Porque não se gosta de ter pena dos pobrezinhos. Ou porque não se gosta da corrupção e dos autarcas gordos e de charuto na mão, que são de direita!

O verdadeiro problema no entanto é que em Portugal ser de esquerda, particularmente do PS, é como ser do FCPorto. Cá dentro, não se encontra competição! Essa competição não dá pica..
Até ao dia...

Hugo Paula.